quinta-feira, 14 de junho de 2018

A GREVE DOS CAMINHONEIROS


(Foto: André Fiegler)



Ocorreu nesses dias no país
Algo que dividiu opiniões
Nessa terra onde os caminhões
São de longe uma força motriz
Já cansados de tantos vis
De um governo que é só corrupção
Uniram-se em uma paralisação
Que de uma lição aos brasileiros
E essa greve dos caminhoneiros
Parou por completo essa nação.

A bomba estourou nos combustíveis
Com o diesel, etanol e gasolina
Houve aumento de forma repentina
Trazendo resultados terríveis
E a classe com prejuízos mais visíveis
Decidiu pela paralisação
E como um todo e em toda região
Se uniram como reais companheiros
Fazendo a greve dos caminhoneiros
Que parou por completo essa nação

Todo dia se cria novo imposto
Ou nos que já tem se faz aumento
Já é mais de 45%
Que o povo devolve a esse encosto
Um governo que só faz o oposto
Daquilo que justifica a taxação
Pois diz que devolve a população
Em vários benefícios corriqueiros
Por isso a greve dos caminhoneiros
Parou por completo essa nação

A imprensa logo manifestou
Todo tipo de critica ao movimento
Falou em crise de desabastecimento
Começou a listar o que faltou
Engraçado que quando a greve acabou
O que faltava continuou sem ter não
Mas mesmo assim puseram a manifestação
No patamar de bandidos, desordeiros
Mesmo assim a greve dos caminhoneiros
Parou por completo essa nação

O monarca em rede nacional
Anunciou um acordo com a classe
E o que se viu foi um novo impasse
Pois não havia um acordo real
Convocando a força nacional
Pôs exercito e policia em ação
Não esperava tamanha reação
De apoio dado a esses guerreiros
E não cessou a greve dos caminhoneiros
Que parou por completo essa nação.

A vergonha ficou para a gente
Que agiu de maneira insensível
Pagou caro por falso combustível
Fez multo posto lucrar enormemente
Foi cada fila surpreendente
Que dobrava até mesmo o quarteirão
Ninguém quis dar um basta nisso não
Preferiram continuar prisioneiros
E ignoraram a greve dos caminhoneiros
Que parou por completo essa nação

10 dias que pararam o Brasil
Foi noticia aqui e foi no mundo
É preciso olhar mais afundo
E ver de fato o que se conseguiu
Quem apenas na TV assistiu
Ignora a real situação
Da insegurança e da semiescravidão
De estradas que mais parecem pesadelos
O que forçou a greve dos caminhoneiros
Que parou por completo essa nação.

Quem percorre o país de sul a norte
Quem se arrisca nas estradas todo dia
Quem dirige pela madrugada fria
Pra trazer alimento e o suporte
Esse grupo que antes de tudo um forte
Foi o primeiro grupo a entrar em ação
Cabe ao resto da população
Acordar e seguir os pioneiros
E fazer como a greve dos caminhoneiros
Que parou por completo essa nação.

(poeta Wilton Silva)
Direitos reservados*

terça-feira, 13 de junho de 2017

PRATO INDIGESTO


Acabou-se de vez a paciência 
 extinguiu-se a vontade de aceitar 
 não consigo sequer mesmo encarar 
 essa corja de pura incompetência 
extrapolou-se  o restinho de decência 
no país que reinam os meliantes 
 e os eleitores pobres ignorantes 
 ainda caem nas cordas da ilusão 
que esse prato de carne podre e papelão 
seja a ceia dos ditos governantes 

As Reformas só fazem deformar 
e o povo se quer é informado 
 o INSS quando foi reformado 
 o Pobre vai dar adeus a se aposentar 
 vai morrer sem se quer perto chegar 
os grilhões voltarão  como antes 
para o escravo que escolheu seus comandantes 
 e morrerá sem ter seu justo quinhão 
que esse prato de carne podre e papelão 
 seja a ceia dos ditos governantes 

O ensino para o pobre reformado 
para o rico não terá  diferença 
 inviável ter uma massa que pensa 
 melhor por a parte humana de lado 
 porém já que o ENEM não é mudado 
 ficará para os pobres estudantes 
superar os prejuízos gritantes 
dos ataques a nossa educação 
que esse prato de carne suja e papelão 
seja a ceia dos ditos governantes 

Soda cáustica é dada para criança 
 comprimidos são feitos de farinha 
salsichas sabor cabeça de galinha 
 é cada coisa que me vêm na lembrança 
 e os órgãos que dariam segurança 
 só regulam subornos  extravagantes 
protegidos pelos mais importantes 
se atreveram a enganar uma nação 
 que esse prato de carne podre e papelão 
 seja a ceia dos ditos governantes.

O Brasil é referência Mundial 
no quesito geral da bandidagem 
aqui reina a lei da malandragem 
 se dá bem Apenas quem age mal 
 todo dia é notícia nacional 
delações premiadas revoltantes 
vemos donos de Império gigantes 
construídos pela a corrupção 
 que esse prato de carne podre papelão 
seja a ceia dos ditos governantes 

Atualmente a mídia muito fala 
 da polêmica ação dos assessores 
o que dirá o menino Rocha Loures 
Com aquela sua famosa mala 
A nação só assiste e nada fala 
Ante os gestos dos grandes meliantes 
Que julgados pelos seus semelhantes 
Sempre gozam de absolvição 
Que esse prato de carne podre e papelão
Seja a ceia de nossos governantes. 

Esse é o país da coincidência 
Se não é como explicar algo assim 
Basta olharmos para nossa ABIN 
Nossa agência de inteligência 
Investigando quem é contra a presidência 
Buscando fatos nada relevantes 
Para quem esses são importantes? 
Se não pra quem está mão 
Que esse prato  de carne podre e papelão 
Seja a ceia dos ditos governantes.


  
POETA: Wilton Silva 
(direitos reservados)

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

A tragédia em Mariana (MG) A amargura que flui no Rio doce

La pelo dia 5 de novembro
Uma quinta comum como as demais
Que nesse nosso tempo presente
foi dos maiores crimes ambientais
E uma tragédia humana sem precedente
Para o estado de Minas Gerais

Entre Desabrigados e mortos
Existem outros desaparecidos
A tragédia não teve causas naturais
Os responsáveis são bem conhecidos
Os donos da barragem que ali se rompera
Ainda fingem-se de desentendidos

Ver o rio doce em sangue vivo
Suas águas transparecendo morte
Despedaça qualquer um coração
Emociona, não a quem suporte.
Só mesmo um milagre de Deus
Pra mudar essa sena tão forte

Governador Valadares padecendo
Mariana manchada pela lama
Muita gente sem teto ou sem água
Tanta vós que por um auxilio clama
E o governo por enquanto inerte
Enquanto tanta lagrima se derrama

Se for falha, quem que fiscalizou?
E agora o que se vai fazer?
Não a dinheiro no mundo que pague
O preço de uma cidade morrer
Não existe avanço que consegui
Fazer de cara um rio reviver

Vemos morte, descaso desespero.
Ao lado de total incompetência
A natureza ferida gravemente
Recebeu tão terrível violência
E ao povo que nada teve culpa
Só restou o sentimento de impotência

Que o país não seja tão negligente
E o governo represente seu papel
Esqueça um pouco suas intrigas
Pare de achar que está no céu
Olhe quem realmente precisa
Deixe um pouco esse teatro cruel

O povo lá de Bento Rodrigues
Como vai receber a restituição
A Samarco mesmo indenizando
Se bagar a cifra de um bilhão
Não comprara de volta a dignidade
Tirada daquela população

Nenhum preso por esse atentado
E o governo ainda dá desconto
Caso paguem a multa rapidamente
Estará tudo certo e pronto
Enquanto o governo fala da França
Pensando que o povo daqui é tonto

As espécies ali eliminadas
A água cheia de metais pesados
Um dos mais belos rios do mundo
Foi para a lista dos envenenados
Depois da falha na fiscalização
A o temor do mesmo em outros estados

Foram terríveis os atos banais
Atentados cruéis do ISIS
Ficaram aquelas senas grotescas
Na memória de todos de Paris
Porem aqui também tem catástrofe
Que seu fim só o tempo é quem diz

É chocante ver que parlamentares
Que irão julgar a fatalidade
Receberam dinheiro da responsável
E assim já sabemos na verdade
Qual será no final o resultado
No país que reina a impunidade

Até a França sensibilizou-se
Com tragédia ocorrida no nosso Brasil
Pois a dor e as senas de desespero
Na tv muito que repercutiu
Só espero que um desejo de ajudar
Brote em cada um que assistiu

Cientistas dizem que a devastação
É impossível de remediar
Que o rio que deu nome a seu algoz
Jamais ira se recuperar
Que  a vida que brotara das águas
Nunca mais novamente ira brotar

Com aperto no peito que se vê
Outra dolorosa situação
O governo da própria Cidade
Suspendendo de receber doação
Dizem que a falta de espaço
Justifica essa triste ação

A quem crê ore então por Mariana
Por Paris, também por nossa nação.
Pois só Deus para ter misericórdia
Precisamos de muita oração
E também que gente que ama o próximo
Se mobilize e entre em ação

Quem perdeu tudo é que sabe
A dor de sentir-se impotente
Quem tem meios pra ajudar ao próximo
Tem a chance de agir diferente
De tentar fazer o bem ao irmão
Esse que será grato eternamente



(Wilton Silva)






sábado, 14 de novembro de 2015

VII SARAU DE POESIA DA EEF ANTONIO PAES DE ANDRADE

A EEF Antonio Paes de Andrade, Colégio municipal tradicional da Minha Farias Brito, graças ao empenho de seu corpo de funcionários,  veio nesse dia 13 de Novembro de 2015 a realizar o seu VII Sarau de Poesias. Evento que já rendeu homenagens a poetas ilustres como Patativa do Assaré, Cecilia e Cora Coralina entre outros, esse ano inovou trazendo ao publico apresentações e trabalhos de Artistas da terra; Cicero Jacó, Wilton Silva, João Frutuoso, Francis Gomes, Seu Valdez, Dona Vilani Soares, seu Miguel Nogueira e a Saudosa Tereza de Lisieux, como sempre os alunos deram um show de interpretação cada poesia foi levada ao publico com muito empenho e carinho por parte de cada um dos pequenos artistas, foi uma experiência gratificante e muito enriquecedora.


Relembrar as origens é tesouro
Retornar para casa é sem igual
Essa gente que em meu natural
Reconheço que todos valem ouro
Ontem meu coração fez-se em estouro
De alegria por ser reconhecido
De poder com meu verso ter servido
Pra falar de minha Farias Brito
Lugar que hoje e sempre terei dito
Do privilegio de aqui ter nascido

Parabéns às cabeças do evento
Cada verso traduziu qualidade
Dos artistas dessa nossa cidade
Que ganharam seu reconhecimento
Também vimos crianças de talento
Cada uma delas um show a parte
Embelezaram ainda mais a arte
Transcendendo o que chamo de bonito
Os jovens de minha Faria Brito
Que carregaram o nosso estandarte

 (Wilton Silva)